A reposição hormonal pode ajudar em alguns casos de perda capilar, porém o resultado depende diretamente da formulação utilizada e do quadro clínico individual.
O estrogênio tem efeito protetor sobre o folículo capilar e pode contribuir para reduzir a queda associada à sua diminuição na menopausa. Contudo, formulações de terapia hormonal que incluem componentes com atividade androgênica podem ter efeito contrário, ampliando a influência do DHT no folículo.
A decisão é sempre individualizada, em conjunto com a ginecologista ou endocrinologista, e a tricologia atua no folículo em paralelo.
Por que o estrogênio importa para o cabelo?
O estrogênio age como protetor do folículo capilar durante a vida reprodutiva. Ele prolonga a fase anágena, a fase de crescimento ativo do fio, e inibe a enzima 5-alfa-redutase, que converte testosterona em DHT. O DHT é o hormônio responsável pela miniaturização folicular na alopecia androgenética.
Com a queda de estrogênio na menopausa, esses dois mecanismos de proteção desaparecem. A fase de crescimento encurta, o DHT passa a agir com menos resistência, e a miniaturização progressiva se acelera em folículos com predisposição genética.
A terapia de reposição hormonal, ao restaurar parte dos níveis de estrogênio, pode teoricamente recriar parte dessa proteção folicular. Porém, a evidência clínica é moderada e o resultado varia de mulher para mulher.
Quando a reposição hormonal pode afetar negativamente o cabelo?
Aqui está o ponto que merece atenção e que raramente é explicado com clareza.
Formulações de terapia hormonal que incluem progestinas com atividade androgênica podem, em algumas mulheres com predisposição genética, ampliar a disponibilidade de substrato para a conversão em DHT no couro cabeludo. Em mulheres com alopecia androgenética, isso pode intensificar a queda em vez de reduzi-la.
Isso não significa que TRH com esses componentes seja contraindicada em todas as mulheres com queda de cabelo. Significa que a formulação precisa ser considerada na avaliação clínica e, quando há queda de cabelo em curso, discutida com a ginecologista ou endocrinologista que acompanha a paciente.
Como a tricologia e a ginecologia atuam juntas
A terapia hormonal trata a menopausa como um todo. A tricologia trata o folículo especificamente.
As duas abordagens não competem e tampouco uma substitui a outra. Na Oasyum, no Paraíso, em São Paulo, a Dra. Natasha Veloso (CRM-SP 172.505) avalia o impacto do quadro hormonal no folículo via tricoscopia e orienta o protocolo capilar específico. Quando há TRH em uso ou em consideração, essa informação entra na avaliação do plano de tratamento.
Se você está considerando ou já usa reposição hormonal e percebeu mudança no seu cabelo, minha medusa, essa informação precisa chegar à consulta capilar. Ela muda o que eu avalio e como monto o plano. ✨
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FAQ
A reposição hormonal é indicada para queda de cabelo?
A TRH não é um tratamento específico para queda de cabelo. É um tratamento para os sintomas da menopausa que pode ter impacto positivo ou negativo no folículo, dependendo da formulação. A indicação é avaliada pela ginecologista ou endocrinologista com base no quadro clínico completo.
Se eu fizer reposição hormonal, preciso continuar o tratamento capilar?
Na maioria dos casos, sim. A TRH pode contribuir para o ambiente hormonal mais protetor, porém não substitui o tratamento específico do folículo. Os dois atuam em camadas diferentes.
Existe reposição hormonal mais indicada para quem tem queda de cabelo?
Essa avaliação é individual de um bom endocrinologista ou ginecologista com foco em menopausa, ou mesmo uma tricologista médica com enfoque , que considera o quadro hormonal completo. O que a tricologista pode fazer é informar sobre o impacto capilar de diferentes formulações, para que essa informação entre na decisão conjunta.
Preciso informar à minha ginecologista que tenho queda de cabelo?
Sim, especialmente se você está iniciando ou ajustando TRH. A formulação hormonal tem impacto no folículo capilar, e essa integração entre as especialidades melhora o resultado de ambos os tratamentos.
Onde fica a Oasyum?
Rua Apeninos, 930, sala 111, Paraíso, São Paulo. Próxima ao Metrô Paraíso (Linhas 1-Azul e 2-Verde).
Sobre a autora
Dra. Natasha Veloso (CRM-SP 172.505) é médica formada pelo CESUPA (Centro Universitário do Pará), pós-graduada em dermatologia, e tricologista com dupla certificação internacional em cosmetologia capilar. Hoje dedica sua atuação à tricologia e à saúde capilar feminina, com foco em queda de cabelo na perimenopausa e na menopausa. Fundadora da Oasyum, no Paraíso em São Paulo, e associada à Academia Brasileira de Tricologia (ABT), Sociedade Brasileira de Tricologia (SBT) e Associação Brasileira de Climatério (SOBRAC). Acesse: draveloso.com.br

