Na avaliação de queda capilar feminina costumam ser solicitados hemograma, ferritina sérica, TSH e T4 livre, vitamina D, além do perfil de minerais como zinco, selênio, cobre, magnésio, e metais pesados como alumínio e chumbo; e, conforme o quadro clínico, painel hormonal reprodutivo. A escolha depende da história clínica de cada mulher, e nenhum exame isolado fecha o diagnóstico sozinho. O painel é construído a partir do que a anamnese e a tricoscopia indicam como mais provável para aquele caso específico.
Por que ferritina e não só ferro?
Essa é a distinção que mais muda o diagnóstico na prática clínica.
O ferro sérico avalia o que está circulando no sangue, a ferritina avalia os estoques de ferro nos tecidos, incluindo o folículo capilar. O folículo piloso é um tecido de alta demanda metabólica e precisa de ferro para sustentar a fase de crescimento ativo do fio.
Quando a ferritina está abaixo de um nível funcional, mesmo que o ferro sérico apareça normal no hemograma, o folículo pode estar em sofrimento. Estudos de tricologia associam ferritina baixa a eflúvio telógeno crônico em mulheres com hemograma completamente dentro dos parâmetros de referência laboratorial.
Para fins de saúde capilar, os níveis funcionais de ferritina são diferentes dos limites laboratoriais de “normal”, e a interpretação precisa considerar o contexto clínico.
Por que TSH e T4 livre juntos?
O TSH elevado é o sinal de alerta de que a hipófise está pedindo mais hormônio tireoidiano porque a tireoide não está produzindo o suficiente. Porém, o TSH sozinho não conta a história completa.
O T4 livre mostra o que efetivamente está disponível para os tecidos, incluindo o folículo capilar. Mulheres com hipotireoidismo subclínico, onde o TSH está elevado mas o T4 livre ainda está dentro do limite, podem ter queda de cabelo significativa sem qualquer outro sintoma clínico óbvio.
Pedir TSH sem T4 livre é ver apenas metade do quadro. Porém, os dois isolados, sem considerar o histórico clínico e a tricoscopia, também não fecham o diagnóstico de queda.
Para que serve o painel hormonal?
Em mulheres na perimenopausa e menopausa, o painel hormonal reprodutivo, que pode incluir estradiol, FSH, LH e testosterona livre, ajuda a contextualizar a fase hormonal e a dimensionar o quanto a queda de estrogênio está influenciando o folículo capilar.
Contudo, o painel hormonal não é necessário em toda avaliação. A indicação depende da história clínica. Mulheres em menopausa confirmada, com queda de padrão androgenético claro na tricoscopia, podem ter essa fase já bem definida pela anamnese, sem precisar de exames para confirmar o que é clinicamente evidente.
O exame certo na hora certa
Aqui na Oasyum, no Paraíso, em São Paulo, a Dra. Natasha Veloso (CRM-SP 172.505) orienta os exames após a anamnese e a tricoscopia, não antes. Porque o painel mais eficaz é o que nasce do diagnóstico em construção, não de uma lista fixa aplicada a todas.
Isso é o que diferencia um diagnóstico real de um protocolo de rotina, minha medusa, e é o que muda o resultado no final do tratamento. Reconhece a diferença? ✨
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FAQ
Preciso chegar com os exames feitos para a primeira consulta?
Não obrigatoriamente. Se você já tem exames recentes (menos de seis meses), traz. A Dra. Natasha avalia o que já existe e orienta o que ainda falta conforme o seu quadro específico.
Por que meu hemograma está normal se meu cabelo está caindo?
Hemograma normal não exclui ferritina baixa, hipotireoidismo subclínico ou deficiência de vitamina D, que são causas frequentes de queda de cabelo sem alteração no hemograma convencional.
Os exames são caros?
Ferritina, TSH, T4 livre e vitamina D são exames acessíveis e disponíveis em qualquer laboratório. A diferença está em pedí-los com foco específico e interpretá-los dentro do contexto clínico correto.
A tricoscopia substitui os exames de sangue?
Não. A tricoscopia avalia o folículo. Os exames laboratoriais investigam causas sistêmicas. Os dois se complementam e juntos formam o diagnóstico diferencial completo.
Onde fica a Oasyum?
Rua Apeninos, 930, sala 111, Paraíso, São Paulo. Próxima ao Metrô Paraíso (Linhas 1-Azul e 2-Verde).
Sobre a autora
Dra. Natasha Veloso (CRM-SP 172.505) é médica formada pelo CESUPA (Centro Universitário do Pará), pós-graduada em dermatologia, estética e cirurgia dermatológica, e hoje dedica sua atuação à tricologia e à saúde capilar feminina, com foco em queda de cabelo na perimenopausa e na menopausa. Fundadora da Oasyum, em São Paulo, e associada à Academia Brasileira de Tricologia (ABT), Sociedade Brasileira de Tricologia (SBT) e Associação Brasileira de Climatério (SOBRAC). Acesse: draveloso.com.br

